Clique sobre os Banners e fique a saber o que e' cada um deles!
No crepúsculo do azul
a cobrir com a sua lentidão
o todo de todas as coisas
A indiferença insondável
em sonoridades de ilusão.
Escreve-se
no impossível do escrever.
de dizer o nunca dito
porque as palavras nasceram
a tropeçarem na solidão e mudez do grito.
Humidades de nascentes de espuma.
A escrita vibra e agride
mas não o escrevemos.
Emoções ocultas a incubarem o corpo.
vidas inteiras que não vivemos.
As mãos que podem ser
gritos invisíveis
o amor celebrado, as feridas
como as areias das nascentes.
A vida e o destino
as penas suspensas
a flutuarem no ar ao acaso
nuas em asas de vento.
Mizé Nunes de Sá
Silêncio apenas. Talvez murmúrio.
A pausa. Ausência do gesto.
O vento amainado.
Orvalho sem pérolas de maresia
rente à terra, soçobrado.
Uma gaivota rente à janela
frestas fechadas
à manhã de névoa cinzenta.
O corpo exangue.
A recusa no silêncio. Talvez murmúrio.
Voz emudecida
suavemente no tempo,
de dor vencida…
Mizé Nunes de Sá
Espera-se o mar
Como se espera o Amor.
Entre a insónia e a luz
e o álcool da madrugada.
Asas frementes
em grito de nuvem alada
na calma do búzio
em dorso de duna.
Mora-se no limite
da luz branca da espuma
em rasgos de paixão.
Na vela branca de um barco
Ou no grito da gaivota
em trajectória de arco.
Olha-se a fronteira do olhar
Nas cortinas de fogo e fumo
Em cinzas – véu sobre o mar…
Mizé Nunes de Sá
Dia em despedida, sabendo que outro dia vai nascer e pôr-se de novo...
Porque tudo se renova e o tempo sabe que é feito de mudança.
A esperança do Amanhã... O melhor sinal de que se está vivo...
E mais importante que chegar é caminhar.
E entre quedas e ergueres os passos que damos.
Caminhos...rotas...roteiros
Desvios...rectas ou curvas
O que importa é não parar...
Mesmo que passando os sinais proibidos.
É o risco de quem arrisca!!!
Venham daí...Juntem-se a mim mas não me perguntem para onde vou...
Maria José Nunes de Sá